Amanhã

Tudo o que fica por dizer
Tudo o que fica na mesa da cabeceira
Estará disponível amanhã
Mas amanhã já cá não estarei
Seguirei com a minha presença
Em jeito esguio caminharei
Pela calçada que agora desconheço
Sinto a chuva a cair apesar do céu estrelado
Um calor que se abate pela rua
Provoca-me um frio passageiro
Do nada tudo fazes
O tudo transformas em nada
Nada há dizer, nada já há a sentir
Nada a perguntar já que a certeza é agora soberana