Despe essa roupa
O teu colete de forças
mostra-te como és
sem pudores ou pavores
eu sei que tu és capaz
de ser como todos são
e também sei que não mudarás
vira a casaca
esse teu lado mau
apagas as luzes
acende a luz
a plasticidade do teu ser
os camaleónicos sentimentos
transvertendo argumentos
o teu silêncio devorador
por que razão ainda invisto
em pensar-te desmedido
sem uma saída
apesar dos caminhos livres
no fio condutor desta armadilha
já ninguém sabe o que é o amor
quando a paixão cega
e o desejo prende e enlaça o corpo
O banho da consicência
faz escorrer pela espinha a culpa
por não haver arrependimento