Fugir pode ser uma saída contudo não é a solução....Fugir pode ser muitas vezes a única coisa possível a fazer no momento ou a coisa mais correta de se fazer...Contudo, sublinho, não é a solução...Quando fugimos duma situação é por medo, dor, insegurança, desilusão, incapacidade de lidar...Ainda sim, re-sublinho, não é a solução...Pode ser uma "solução" temporária...mas. No entanto, nem tudo tem que ter uma "solução" se usarmos a verdadeira essência desta palavra...Talvez tenhamos que passar pelos momentos mais desagradáveis, sinistros ou até terríveis para criarmos em nós a capacidade de nos revermos, de nos desenvolvermos, de nos apurarmos, de nos desenrascarmos...Talvez tenhamos que passar pela experiência do abandono (abandonar ou sermos abandonados) para perceber em que tipo de filme estamos a participar ... ou qual a personagem que temos neste livro que é a nossa vida...No fundo o que pretendo dizer é somente que a fuga enquanto alienação a meu ver não é solução...O ato de fuga tem os seus motivos, e válidos sobretudo para quem o pratica...Mas a fuga enquanto alienação sem a busca de um entendimento mais profundo e longitudinal (que tem com certeza também os seus motivos -embora mais preocupantes ou nefastos para os intervenientes, veja-se o exemplo do motivo pós-traumático) leva-me a continuar a acreditar que não é a solução. Mas afinal do que andamos a fugir? Será que todos fugimos de algo? Há pessoas que não precisam ou não fogem de nada? E se fugimos fazê-mo-lo em consciência ou sem sequer pensar nisso?